Calma, não estou dizendo para esquecer o Green Day completamente, só digo para esquecerem o Green Day punk/rebelde sem causa/adolescente da década de 90.
O que começou no Warning e vinha se consolidando no American Idiot se confirmou no 21st Century Breakdown. O Green Day amadureceu muito e deixou de ser uma banda de pop para virar uma ótima banda de rock capaz de fazer ótimas músicas.
Segundo álbum temático da banda e dividido em três atos, o CD conta a história de Christian and Gloria, nomes que não foram escolhidos ao acaso, já que religião e guerra são o principal tema do disco, que começa com Billie Joe cantando a "canção do século" sozinho, seguido pelas medianas 21st Century Breakdown e Know Your Enemy (que mostra a influência clara que a banda tem de The Clash), passando por Viva La Gloria! (com exclamação, não confundam =D) até chegar em uma das melhores baladas da banda, "Before the Lobotomy", que tem um climax perfeito.
Ainda com capacidade de fazer ótimas músicas como East Jesus Nowhere e Peacemaker, que são completamente diferentes de tudo que a banda já fez, assim como Viva La Gloria? (com interrogação mesmo xD), fechando com American Eulogy e See The Light, com algumas outras medianas nesse meio, as 18 músicas do disco se encaixam incrivelmente bem.
O Green Day punk acabou, criou um som próprio, que é ótimo. Os adolescentes da década de 90 viraram homens, mas conseguem manter a idéia de fazer boa música com 4 acordes, mas ainda assim não conseguem superar Dookie e Kerplunk, os dois melhores álbuns da banda.
Podemos até dizer que existem dois Green Day. Pós-Warning e Pré-Warning, escolha o seu favorito, ou não. Eu não me arrisco
Segunda-feira, Junho 29, 2009
Esqueçam o Green Day (?)
Quinta-feira, Junho 25, 2009
O rei do pop
Cheguei na faculdade hoje à noite com a notícia que Michael Jackson tinha morrido. Corri para a biblioteca para entrar na internet e vi no globo.com e vi que na verdade so havia sido internado com uma parada cardio-respiratória e torci para que fosse somente isso.
Infelizmente, não foi, Michael faleceu e eu levei um baque que não esperava.
O rei do pop que preparava a sua volta aos palcos ainda este ano em Londres não será visto novamente.
Polêmico e controverso? Com certeza. Eu mesmo tenho minhas dúvidas sobre a mudança de cor de sua pele, e nem preciso falar sobre as acusações de pedofilia.
Mas é melhor lembrar de seus feitos e sua colaboração para a música pop desde o Jackson 5, com ABC, passando por Thriller, que é o álbum mais vendido de todos os tempos, e sem o clipe da música título do disco a MTV não seria o que é hoje, e ele definiu o padrão que boa parte dos clipes teria dali para a frente. Billie Jean e Beat It viraram clássicos logo após.
Até chegar em "Black or White" e naquele clipe gravado nas favelas no Rio de Janeiro com o Olodum.
Fica aqui minha singela homenagem à Michael, com uma das melhores coisas que ele deixa pra nós que ainda vivem, o Moon Walk.
Quarta-feira, Abril 15, 2009
Indicação da semana: City and Colour
O guitarrista e segundo vocalista da banda de post-punk (odeio esse termo, mas é bom usar pra situar quem gosta de usar rótulos) Alexisonfire, Dallas Green tem um projeto paralelo chamado City and Colour (em referência ao próprio nome) onde ele toca violão sozinho.
Dallas é o lado calmo do Alexisonfire, e é esse lado que ele mostra no City and Colour. Calmo até demais as vezes, mas é uma ótima pedida pra quem gosta de uma música pra relaxar. Sempre com violões, as vezes com alguns violinos, que não entram em suas apresentações ao vivo.
Para quem não curte nada muito agressivo como a outra banda de Dallas, vale a pena conhecer esse projeto solo. Quem curte Alexisonfire e não sabia do projeto, fique sabendo agora.
Terça-feira, Abril 14, 2009
Indicações semanais
A partir desta semana, vou indicar uma coisa por semana.
Digo coisa porque vai depender do que eu estiver na cabeça na hora, do que estiver ouvindo, assistindo, do que eu queira que vocês conheçam.
Tenho várias idéias, então vamos ver até quando dura isso. Espero que bastante.
Quarta-feira, Março 04, 2009
Dois absurdos
Uma das maiores polêmicas que temos hoje em dia, e que com certeza durará muito mais tempo é o aborto. Eu sou a favor em casos específicos, e pra mim, a coisa é bem simples.
- Fez merda e a barriga cresceu? O filho é seu, - literalmente - se vira.
- Foi estuprada e engravidou? Pode abortar, afinal foi completamente contra a vontade da mulher.
- A mãe corre risco de vida? Salve a mãe, senão teremos DUAS (ou mais no caso de gêmeos) vidas perdidas ao invés de uma só.
Agora vamos ao assunto principal deste post. No Pernambuco, um filhodaputa (desculpem, não tinha adjetivo melhor) abusou sexualmente de uma menina de 9 anos de idade. NOVE ANOS! E agora a menina tá grávida. Como se não fosse ruim o bastante, são gêmeos.
Devido à idade da garota, a gravidez é de alto risco então decidiram fazer a única coisa sensata. Um aborto pra salvar a vida dela.
Não apenas a vida no sentido de ela simplesmente continuar viva, e sim no sentido de ela viver, brincar na rua, ralar o joelho, cair de bicicleta como qualquer criança normal faria há 10 anos atrás.
A história ia caminhando para um final quase feliz, quando o arcebispo de Olinda e do Recife resolveu enfiar a colher no meio para impedir o aborto, porque, segundo ele “A menina engravidou de maneira totalmente injusta, mas devemos salvar vidas”.
Para tudo! Deixa eu ver se eu entendi direito.
A igreja católica, que é contra todo o mal do mundo, que preza pelos valores de nossa sociedade diz que um aborto não deve ser feito, pois "devemos salvar vidas"!? Então se a menina morrer durante o parto e os gêmeos sobreviverem está tudo bem? E se os três (a menina e os bebês) vierem a falecer durante a gravidez? Qual vai ser a desculpa? "Deus quis assim"? Me poupe!
Esse caso não tem nada a ver com a igreja. A gravidez é de alto risco, a criança poderá morrer se a gravidez continuar e o pior desse caso, é que a criança a que me refiro não são os que estão pra nascer, e sim a mãe. Mas um bando de cabeça dura prefere continuar com seus "valores morais" do que (tentar) salvar a infância da garotinha que já sofreu em seus 9 anos muito mais do que eu já sofri em meus quase 20.
A vida desta menina será muito difícil daqui pra frente. Ela já teve muitos traumas e se recuperar não é fácil. Mas a igreja quer piorar a situação e acha que está ajudando. O problema é quando se você fala "aborto", bispos e padres brotam do chão te xingando, sem nem saber da gravidade da situação. E se sabem, fingem não saber e continuam com falando besteira.
Um caso desses é imperdoável. Tomara que a "justiça" brasileira não aceite os pedidos do arcebispo e salve a vida da garota, porque mesmo se ela sobreviver à esta gravidez, ela irá perder o final de sua infância e toda a adolescência cuidando de seus filhos. Filhos que ela poderá dizer que são seus irmãos.
Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009
Mulheres mais bonitas de Hollywood
Uma das coisas mais difíceis de acontecer é uma lista sobre qualquer coisa sair e todos concordarem com ela. Principalmente eu, que sou chato com certas coisas.
Saiu uma lista das mulheres mais bonitas da história de Hollywood, e eu concordo em quase tudo nessa lista. Audrey Hepburn merece.
E pode ser considerada até uma surpresa, pois dos 7 primeiros lugares só ela não tem um corpasso, é bem magrinha, mas com o rosto doce e perfeito.
O que não concordo nessa lista é a posição da Scarllet Johansson, que poderia muito bem trocar de posição com a Cameron Diaz. A única mulher que consigo pensar que poderia entrar nesta lista é a Penelope Cruz, só não sei no lugar de quem. Talvez da Doris Day, mas é difícil escolher.
Nada a reclamar da posição das outras mulheres da lista (sem trocadilhos, por favor).
Aí vai a lista:
1º - Audrey Hepburn
2º - Angelina Jolie
3º - Grace Kelly
4º - Marilyn Monroe
5º - Sophia Loren
6º - Catherine Zeta Jones
7º - Elizabeth Taylor
8º - Keira Knightley
9º - Halle Berry
10º - Brigitte Bardot
11º - Julia Roberts
12º - Vivien Leigh
13º - Nicole Kidman
14º - Cameron Diaz
15º - Doris Day
16º Scarlett Johansson
17º - Charlize Theron
18º - Jennifer Aniston
19º - Michelle Pfeiffer
20º - Liv Tyler
PS: O Blogger não me deixou postar umas imagens, assim que der atualizo o post.
Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009
Noite de mulheres em Belo Horizonte
De volta ao Music Hall em Belo Horizonte, dessa vez para assistir aos shows de Roberta Sá e da banda Moinho, projeto de Lan Lan, Toni Costa e Emanuelle Araújo. A fila do lado de fora era maior do que a fila do show do Little Joy semana passada, com certeza, e me deu a impressão de que a casa estaria mais cheia do que estava naquele show, o que não aconteceu.
Por ser mais conhecida e ter mais carreira do que a banda Moinho (desconsiderando a bagagem de Lan Lan com Cássia Eller e de Emanuelle com a Banda Eva), a ordem lógica seria Moinho abrir o show, mas pelo que me pareceu uma questão de logística Roberta , pois Moinho tinha muito mais equipamentos para serem montados e desmontados do que a banda da Roberta Sá.
Roberta confirmou todas as expectativas que tinha sobre ela, que a faz ser uma das musas da música brasileira (de acordo com este post). Roberta é simplesmente incrível no palco, soa tão bem quanto no CD, interage muito bem com o público, conversa e olha no olho de todos os presentes, ou pelo menos tenta.
Abrindo o show com as músicas que abrem seus 2 CDs, O Pedido, Alô Fevereiro e Eu Sambo Mesmo, o repertório teve poucas músicas lentas de seus álbuns e manteve sempre a animação bem alta no lugar. Mas por ironia, um dos pontos altos do show foi a versão de Casa Pré-Fabricada, do Los Hermanos, música que foi cantada bem alto por toda a platéia, e foi a mais lenta do show. Sempre em alto nível o show continuou com as ótimas Ah, Se Eu Vou, A Vizinha do Lado, Pelas Tabelas, Braseiro e uma música inédita, que entrará no DVD que será gravado no Rio de Janeiro no dia 03/04, informação dada por ela no show, que admitiu que ainda não está confirmado, mas convocando a mineirada toda pra ir ao show, porque é – segundo ela – o público mais afinado para qual ela já tocou (mal aê, sô).
Roberta tocou o repertório do seu DVD em primeira mão como um teste e parece que deu certo. Se o repertório for mantido, será um DVD com seus dois CD quase completos, encerrado pela ótima Laranjeira.
Terminado o show dela, mais ou menos 40 minutos depois, a banda Moinho subiu ao palco para tocar o seu samba com guitarras, liderado pela belíssima e hiperativa Emanuelle Araújo e Lan Lan, que parece um menino (hiperativo) no palco sempre sambando e animando a galera.
Roberta e Emanuelle hipnotizam seu público e sabem interagir com ele. Tem ele na palma da mão durante todo o show e ele faz o que elas quiserem. A boa música ajuda, mas sem bons intérpretes, ela não funciona ao vivo, e pessoas não se lembram de seu show, quando lembram, não tem boas memórias. Oposto das que eu tenho desta noite em que as mulheres dominaram no Music Hall em Belo Horizonte.



