Sábado, Janeiro 31, 2009

Little Joy, impecável

Assim que fiquei sabendo que o Little Joy iria tocar aqui em Belo Horizonte, só tive que esperar que começasse a venda de ingressos para ter meu passaporte garantido pra uma chance (talvez) única de ver a banda de Rodrigo Amarante, Fabrizio Moretti e Binki Shapiro tocando ao vivo, já que mês que vem Los Hermanos volta para abrir os shows do Radiohead e The Strokes começam a gravar cd novo e ninguém sabe quando o Little Joy volta (se é que volta).

Chegando no lugar do show - que fica a três quarteirões de distância da minha casa, então saí só 20 minutos antes do horário marcado para o show, 22 horas – as portas ainda não estavam abertas e a fila estava bem grande, e o público era aquele típico que encontraríamos em shows do Los Hermanos, bem variado.

Abertas as portas, o Music Hall ficou lotado bem rápido, e com quase uma hora e meia de atraso, os três subiram no palco, colocando o lugar abaixo. Nem o próprio Amarante, que já deveria estar acostumado com toda a idolatria estava acreditando na histeria da platéia, assim como Fabrizio. Depois de muito tempo, quando a histeria acabou, conseguiram começar o show tocando Play The Part, que funciona como uma introdução para o show antes da banda de apoio entrar e tocar The Next Time Around, que fez a casa de shows aplaudir em peso a primeira participação de Binki quando ela cantou “E onde a sorte há de te levar, saiba, o caminho é o fim mais que chegar” deixando a loirinha completamente sem graça, mostrando que não estava acostumada com tudo aquilo.


Ainda está pra nascer uma banda mais carismática do que o Little Joy, o entrosamento entre aqueles 6 no palco é incrível, sorrindo o tempo todo, e o mais importante, se divertindo mais do que qualquer banda que tenha visto ao vivo . E o show continuou com as mais animadas How to Hang a Warhol e No one’s Better Sake, até que todos começaram a gritar “Binki! Binki!”, adivinhando que a próxima música seria Unattainable cantada por ela, enquanto os outros 5 da banda faziam coro ao fundo. Amarante assumiu os teclados e tocou Shoulder to Shoulder e depois perguntou para a platéia com seu sotaque nordestino “Viram que galerinha legal que eu arrumei?” – mais legal impossível, acredito.

Continuando com With Strangers e Keep me in Mind, e dois covers: Walking Back to Happiness de Helen Shapiro cantada por Binki e This Time Tomorrow de The Kinks com direito a Fabrizio cantando (coisa que não se vê no Strokes), e uma música inédita, o show foi “encerrado” com a perfeita Don’t Watch Me Dancing. Eles foram embora, a platéia pediu mais um, como é clichê em todo show no mundo. Amarante voltou sozinho e tocou Evaporar, única música em português do álbum da banda, e quando a banda voltou tocaram Brand New Start, cantada em coro por todos no Music Hall, assim como as outras do show inteiro.

Um show curto por falta de músicas, mas não por falta de alegria e vontade. Era clara no rosto dos três integrantes a vontade de ficar tocando ali por 2 horas, mas o curto repertório não permitiu. Opúblico demorou para acreditar que tinha acabado, e só começou a ir embora quando o primeiro roadie entrou no palco e desligou as guitarras.

Tenho certeza que todos que foram ao show ficaram em dúvida se preferiam a volta do Los Hermanos ou se o Little Joy devesse durar mais do que apenas alguns meses. Uma apresentação lendária em BH, que daqui a 10 anos vou me orgulhar em dizer “eu fui”. São bandas como essa que me fazem acreditar que ainda existem artistas que fazem música por puro prazer, e não para ganhar dinheiro somente.

Quarta-feira, Janeiro 21, 2009

Sobre o teto da Igreja Renascer

Estava pensando em escrever sobre o telhado da Igreja Renascer que caiu em São Paulo, mas o Addadon do ceticismo.net expressou minha opinião antes de mim.

Link para o artigo.

Terça-feira, Janeiro 13, 2009

Aqueles que se foram

Pra primeiro post do ano, aqui está um vídeo que a TCM fez para lembrar aqueles que morreram em 2008.

Não foi um ano bom de Hollywood, que além de perder uma de suas maiores promessas (Heath Ledger) também perdeu o brilhante George Carlin, Paul Newman, Charlton Heston, Bernie Mac (que também não viu seu último filme pronto, Madagascar 2).

Não só atores, também perdeu Don LaFontaine, a voz por trás de muitos trailers e Arthur C. Clarke, cientista e escritor de 2001: Uma Odisséia no Espaço.