De volta ao Music Hall em Belo Horizonte, dessa vez para assistir aos shows de Roberta Sá e da banda Moinho, projeto de Lan Lan, Toni Costa e Emanuelle Araújo. A fila do lado de fora era maior do que a fila do show do Little Joy semana passada, com certeza, e me deu a impressão de que a casa estaria mais cheia do que estava naquele show, o que não aconteceu.
Por ser mais conhecida e ter mais carreira do que a banda Moinho (desconsiderando a bagagem de Lan Lan com Cássia Eller e de Emanuelle com a Banda Eva), a ordem lógica seria Moinho abrir o show, mas pelo que me pareceu uma questão de logística Roberta , pois Moinho tinha muito mais equipamentos para serem montados e desmontados do que a banda da Roberta Sá.

Roberta confirmou todas as expectativas que tinha sobre ela, que a faz ser uma das musas da música brasileira (de acordo com este post). Roberta é simplesmente incrível no palco, soa tão bem quanto no CD, interage muito bem com o público, conversa e olha no olho de todos os presentes, ou pelo menos tenta.
Abrindo o show com as músicas que abrem seus 2 CDs, O Pedido, Alô Fevereiro e Eu Sambo Mesmo, o repertório teve poucas músicas lentas de seus álbuns e manteve sempre a animação bem alta no lugar. Mas por ironia, um dos pontos altos do show foi a versão de Casa Pré-Fabricada, do Los Hermanos, música que foi cantada bem alto por toda a platéia, e foi a mais lenta do show. Sempre em alto nível o show continuou com as ótimas Ah, Se Eu Vou, A Vizinha do Lado, Pelas Tabelas, Braseiro e uma música inédita, que entrará no DVD que será gravado no Rio de Janeiro no dia 03/04, informação dada por ela no show, que admitiu que ainda não está confirmado, mas convocando a mineirada toda pra ir ao show, porque é – segundo ela – o público mais afinado para qual ela já tocou (mal aê, sô).
Roberta tocou o repertório do seu DVD em primeira mão como um teste e parece que deu certo. Se o repertório for mantido, será um DVD com seus dois CD quase completos, encerrado pela ótima Laranjeira.
Terminado o show dela, mais ou menos 40 minutos depois, a banda Moinho subiu ao palco para tocar o seu samba com guitarras, liderado pela belíssima e hiperativa Emanuelle Araújo e Lan Lan, que parece um menino (hiperativo) no palco sempre sambando e animando a galera.

Roberta e Emanuelle hipnotizam seu público e sabem interagir com ele. Tem ele na palma da mão durante todo o show e ele faz o que elas quiserem. A boa música ajuda, mas sem bons intérpretes, ela não funciona ao vivo, e pessoas não se lembram de seu show, quando lembram, não tem boas memórias. Oposto das que eu tenho desta noite em que as mulheres dominaram no Music Hall em Belo Horizonte.